Na semana passada eu postei uma dica de como organizar o cadastro de usuários, hoje quero compartilhar um pouco do que pode ser feito para padronizar o endereçamento IP da sua rede.

Quando temos uma rede pequena, isso não tem muito sentido, mas imagine uma rede distribuída com mais de 2000 recursos disponibilizados sem uma padronização que ajude a localizar rapidamente onde se encontra o equipamento no caso de uma falha.  É uma verdadeira gincana.

Então a dica de hoje é sobre endereço IP – Internet Protocol ou Protocolo de Internet. Assim como não quis focar o tópico anterior em um sabor de sistema operacional, aqui vou exemplificar no formato IP v4, e deixo o link sobre IP v6 para pesquisas futuras http://www.ipv6.br/.

Que é uma sequência de números composta de 32 bits. Esse valor consiste em um conjunto de quatro sequências de 8 bits. Cada uma destas é separada por um ponto e recebe o nome de octeto ou simplesmente byte, já que um byte é formado por 8 bits. O número 110.10.110.255 é um exemplo. Repare que cada octeto é formado por números que podem ir de 0 a 255, não mais do que isso.

Criei uma tabela simples onde utilizo o seguinte padrão 10.AA.BB.XX, onde:

  • O 10 do primeiro octeto representa a rede interna e não a rede válida registrada para navegação internet. Isso é muito importante, pois já vi muito disso ocorrer em empresas.
  • AA é o número da unidade de negócio ou departamento, então o segundo octeto pode ser utilizado para identificar o local físico do recurso.
  • O terceiro octeto representado pelo BB é utilizado para identificar o tipo de recurso conectado à rede.
  • O quarto e último octeto representado pelo XX é um número sequencial para ajudar a identificar quantos equipamentos daquele tipo ou função estão conectados naquela rede. Simples até para fazer um inventário rápido de recursos.

Abaixo segue uma tabela de exemplo para ajudar a explicar melhor

Endereçamento IP
10.A.5.X Gerenciamento e Agentes SNMP
10.A.10.X Servidores – WINDOWS
10.A.11.X Servidores – UNIX ou LINUX
10.A.12.X Servidores – Terminal Services
10.A.13.X Gateways
10.A.14.X Gateways
10.A.15.X Roteadores
10.A.20.X Bridges e Switches
10.A.25.X Impressoras
10.A.26.X Coletores de Rádio Frequência / Access Points
10.A.3X.X Clientes de Rede – IP dinâmicos
10.A.41.X Clientes de Rede – IP estáticos
10.A.50.X Centrais telefônicas
10.A.60.X Nobreaks Inteligentes

Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

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