Criar e manter as contas na rede não é tarefa fácil quando se tem mais de 5.000 usuários por exemplo sem uma política de senha.

Lembro que uma vez o sistema mudou e você tinha a opção de escolher o seu nome.  Minha sorte era que eu era a única Renata da empresa, moleza saber o meu nome na rede certo?  Errado, um colega decidiu que o nome dele seria Renata e o meu poder de convencimento foi testado.  Nesse caso o final foi favorável a mim e consegui ser o user Renata da rede.

Mas pior do que o nome é a senha. É amiga tem de tudo e não tem jeito de fazer os usuários escolherem algo diferente do seu próprio nome, o da namorada (o), a data de aniversario, o nome do filho (a), e todo tipo óbvio de senha.  Então quando isso acontece você tem que lançar mão de uma política de senha.

Existem várias formas e configurações, aqui é só um exemplo para aguçar sua curiosidade e criatividade de um modelo de uso.  Seguindo o padrão do Windows lá vão algumas dicas:

  • Idade Máxima da Senha: Expira em 90 Dias
  • Idade Mínima da Senha: Permite troca imediata
  • Tamanho Mínimo da Senha: Mínimo de 12 Caracteres, sendo necessários letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números.
  • Senhas Únicas: Lembrar as 5 Últimas Senhas (isso inibe o usuário de trocar até voltar a mesma) e também pode ser interessante colocar algo como mais de 5 caracteres idênticos a senha anterior não serem aceitas.
  • Bloqueio da Conta: Bloqueia após 3 acessos mal sucedidos
  • Duração do Bloqueio: Pra sempre (quem bloqueia a conta tem que abrir chamado, isso minimiza uso indevido da conta)

Nunca sob hipótese alguma compartilhe sua senha. Mas Renata meu chefe foi quem pediu? Não entregue e se na empresa tem canal de denúncia, pode denunciar, porque isso fere a Política de Segurança da Informação.

E se alguém usar sua conta e senha para fazer algo que não deve no sistema, não esqueça que a maioria dos sistemas possuem eventos de logs de acesso implementados.

Espero que essas dicas te ajudem.


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

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