Segundo a pesquisa Demografia das Empresas, do IBGE, que traz dados do primeiro ano da crise econômica, identificamos muitas empresas fechando as portas.

Entre 2013 e 2014, a taxa de saída das empresas – que é a relação entre o número de empresas que fecharam as portas e o total de firmas num determinado ano – cresceu 6,1 pontos percentuais, passando de 14,6% para 20,7% – a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2008.

Eu estou curiosa para o lançamento da pesquisa de 2015 prevista para sair em Outubro de 2017. Mas independente dos números oficiais o que fica nítido mesmo é a quantidade de pessoas desempregadas e empresas fechadas. Os dados dessa pesquisa revelam que em cada 10 empresas, seis fecham as portas antes de completar 5 anos.

Já fiz parte dessa estatística uma vez e sei como é ruim ter de fechar as portas, dispensar todos os funcionários e liquidar com a empresa. Os motivos que levam um empresário a fechar o seu empreendimento são muitos. Os quatro principais motivos segundo consultores e estudiosos do mercado são:

  • Falta de conhecimento do mercado
  • Falta de planejamento
  • Falta de controle financeiro
  • Problemas pessoais dos proprietários

Entender o mercado de atuação é importante. Quando me aventurei pela primeira vez sozinha em ter um negócio no ramo de tijolos ecológicos não imaginava a quantidade de coisas que eu desconhecia. Foi realmente uma aventura lidar com tanto conhecimento novo e vejo que precisava ter estudado mais antes de abrir o negócio. Além do dimensionamento do capital de giro.

E entender o mercado aqui é mais do que entender do produto ou serviço a ser comercializado. Mas entender os hábitos dos clientes, concorrentes e fornecedores que farão parte do seu novo mundo. Estar por dentro de onde comprar, como comprar mais em conta sua matéria prima e como funciona a logística de entrega. Saber como o cliente quer receber e de quanto está disposto a pagar por isso.

Depois é preciso planejar cada passo, entendendo o risco a ser dado. Ter metas e prazos são essenciais para se saber onde ir e a que velocidade. Nesse mesmo grau de importância fica o planejamento e controle financeiro, no qual temos de estar com lupas atentas em cima de cada número. Recibos de pagamentos, controle do saldo em caixa são fundamentais.

Quer ver um problema para os novos empreendedores, que é simples de resolver. Conta da empresa separada da pessoa física. Muitos ficam sem controle, por misturarem o dinheiro e gastarem sem controle. Se não há controle na entrada, que dirá na saída. Saber o quanto se paga por cada item, controlar o estoque, evitar desperdício e buscar formas de cortar os custos operacionais deve fazer parte da rotina do empresário.

E por último e não menos importante estão as questões pessoais que impactam as empresas. Os problemas pessoais quando invadem o espaço de trabalho impedem sua visão de empresário. Se a questão é entre os sócios maior o desgaste e exposição do negócio. Por isso já falei sobre a importância da escolha dos sócios.

Mas as vezes o problema pode ser mais grave e envolver familiares. Nesses casos ter equilíbrio emocional para tratar as questões da empresa fará a diferença. Busque suporte de um funcionário que tenha mais maturidade e aprenda a delegar as atividades que não são vitais para a empresa. Deixando apenas o mais relevante e importante competindo pela sua atenção.

As ações não param por aqui, eu deixei apenas um caminho inicial. Como empresário você precisa dedicar-se diariamente ao seu negócio e ao estudo. Conhecimento faz toda a diferença nos seus resultados e na longevidade dos seus negócios.


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

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