Uma análise SWOT do ambiente interno e externo é uma parte importante do processo de planejamento estratégico. E num momento tão desafiador como o que temos vivido, essa análise é mais que bem-vinda para corrigir os rumos, alinhar a comunicação e tomar decisões mais assertivas.

Duas ferramentas podem ser muito interessantes nesse processo, são elas:

I – SLEPT (PEST)

A análise SLEPT (PEST) é uma ferramenta útil para entender o “quadro geral” do ambiente em que você está operando e as oportunidades e ameaças que existem nele. Geralmente é usado em combinação com a análise SWOT.

PEST é um acrónimo de análise “Política, Económica, Social e Tecnológica” e consiste num enquadramento de fatores macro ambientais usados como uma ferramenta na gestão estratégica de empresas.

Alguns analistas adicionaram o fator Legal e reordenaram a sigla mnemónica para SLEPT, que é o termo que vou usar aqui, já que no Brasil temos um arcabouço regulatório a ser analisado em cada segmento de mercado.

Assim como os fatores políticos, a economia deve ser analisada de forma global, já que mudanças no cenário de qualquer país hoje trás impactos a economia do nosso país, como por exemplo o valor do dólar.

Os fatores sociais podem mudar o comportamento do consumidor e afetar indiretamente o seu mercado de atuação. Por isso conhecer cada vez mais o comportamento do seu público é fundamental para ações mais efetivas.

A tecnologia se tornou essencial e podem afetar os custos e a qualidade dos produtos e levar à inovação. Uma crescente aceleração no desenvolvimento de novas tecnologias tem causado um grande impacto na população e nas suas necessidades.

Aspectos ecológicos e ambientais como o tempo, clima e a mudança do clima, podem afetar mercados como o do turismo, da agricultura e dos seguros. Hoje o consumidor está mais consciente dos potenciais impactos da alteração climática e buscam alternativas mais sustentáveis de consumo.

Todos os negócios possuem regulatório legais relacionados com a sua atividade e precisam ser proativos em se adequar. Incluem nesse arcabouço, a lei anticorrupção, direito do consumidor, lei do direito da concorrência, lei do direito do trabalho e as leis de saúde e segurança.

Todos esses fatores externos podem ter um grande impacto no desempenho e precisamos ficar atentos, para entendê-los e monitorá-los. Assim podemos garantir alinhamento da organização com as forças de mudança externas.

II – SWOT

Análise SWOT ou Análise FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças em português) é uma técnica de planejamento estratégico utilizada para auxiliar pessoas ou organizações.

A análise SWOT é uma ferramenta utilizada para realizar análise de cenários (ou ambientes), como base para gestão e planejamento estratégico de uma corporação ou empresa. E até mesmo para autoanalise de competências pessoais.

Uma análise SWOT deve primeiro começar com a definição de um objetivo ou estado final desejado e, em seguida, identificar os fatores internos e externos que são favoráveis e desfavoráveis para atingir esse objetivo.

Pontos fortes e fracos são fatores internos da organização. Oportunidades e ameaças são fatores externos à organização e a análise SLEPT ajuda muito aqui. O objetivo de qualquer análise SWOT é identificar os principais fatores internos e externos que são importantes para atingir o objetivo. Eles vêm de dentro da cadeia de valor exclusiva da empresa.

Os fatores internos podem incluir todos os 4P’s do mix de marketing (Produto, Ponto de venda, Preço, Promoção); bem como recursos humanos, financeiros, de manufatura e assim por diante.

Os fatores externos podem incluir questões macroeconômicas, mudanças tecnológicas, legislação e mudanças socioculturais, bem como mudanças no mercado ou na posição competitiva.

Os resultados são frequentemente apresentados na forma de uma matriz como no exemplo abaixo:

Forças

Os pontos fortes de uma empresa são seus recursos e capacidades que podem ser usados como base para o desenvolvimento de uma vantagem competitiva. Exemplos de tais qualidades incluem:

  • Patentes
  • Nomes de marcas fortes
  • Boa reputação entre os clientes
  • Vantagens de custo de know-how proprietário
  • Acesso exclusivo a recursos naturais de alto grau
  • acesso favorável a redes de distribuição

Fraquezas

A ausência de certos pontos pode ser vista como uma fraqueza. Por exemplo:

  • Falta de proteção de patente
  • Má reputação entre os clientes
  • Estrutura de alto custo
  • Falta de acesso aos melhores recursos naturais
  • Falta de acesso aos principais canais de distribuição

Oportunidades

A análise ambiental externa pode revelar oportunidades de lucro e crescimento. Alguns exemplos incluem:

  • Uma necessidade não atendida do cliente
  • Chegada de novas tecnologias
  • Flexibilização dos regulamentos
  • A remoção das barreiras do comércio internacional

Ameaças

Mudanças no ambiente externo também podem representar ameaças para a empresa. Alguns exemplos incluem:

  • Mudanças nas preferências do consumidor
  • Surgimento de produtos substitutos
  • Novos regulamentos
  • Aumento das barreiras comerciais

Para que se tenha sucesso nessas avaliações os gestores precisam estar abertos a sugestões e críticas das suas equipes. Um feedback franco pode fazer toda a diferença em um negócio. Cercar-se de pessoas que estão dispostas a lhe dizer a verdade e criar mecanismos para que elas digam essa verdade.

Por isso ao realizar um processo como esse é preciso estar de peito e mente abertos. Agora boa sorte em sua análise e que novas oportunidades se abram para sua empresa. Até mais!


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

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