Todos mundo sabe que a finalidade do gerenciamento da qualidade é para encontrar erros e defeitos o mais cedo possível no projeto, na entrega de serviços ou na produção de produtos. Pensar nos controles de um processo de gerenciamento da qualidade necessita de investimento adicional no início do projeto, entretanto haverá uma grande recompensa ao longo do projeto.

Só em não ter que refazer o trabalho ou reparar os problemas durante os testes já garante uma boa economia. Imagina ter que substituir uma peça de um equipamento depois de tudo pronto, o custo de desmontar tudo para a troca da peça com defeito.  A equipe do projeto deve tentar manter um nível elevado da qualidade e um índice baixo de defeitos, ao invés de ter que reparar problemas durante a fase de testes.

Pior ainda, é quando o cliente que encontra o problema depois do projeto finalizado. Os custos associados às inspeções e às ações preventivas mais cedo no projeto poderão aumentar o custo total do projeto sim, mas contudo será ainda mais barato do que um defeito em escala sendo propagado na internet por exemplo.

A diminuição de erros durante a fase inicial de vida do produto produzido pelo projeto justifica o investimento. A melhor abordagem sempre será executar os processos de controle da qualidade e de garantia da qualidade durante o projeto.

Primeiro, você deverá tentar prever o maior número de erros que for possível. Entretanto, também é importante descobrir com urgência todos os erros que forem introduzidos, desta maneira você poderá corrigi-los com menos esforço e também minimizar o impacto dos mesmos no projeto.

O Controle da Qualidade refere-se as atividades associadas à criação das entregas do projeto. É utilizado para verificar se as entregas são de qualidade aceitável e se as mesmas cumprem com os critérios de precisão e conclusão que foram estabelecidos durante o processo de planejamento da qualidade. É de responsabilidade dos membros da equipe e do gerente do projeto.

Garantia da Qualidade se refere aos processos utilizados para criar as entregas. As atividades de garantia da qualidade podem ser executadas por um gerente, um cliente ou por um consultor externo (terceirizado). O gestor ou consultor, baseado no processo que foi utilizado para gerar a entrega, pode dizer se a entrega parece ser aceitável ou não.

A execução é realizada em um nível diferente do controle da qualidade. Por exemplo, você pôde inspecionar 100% do produto que está sendo manufaturado. Esta inspeção física é um exemplo do controle da qualidade. Durante as inspeções você descobre que 2% de seus produtos são defeituosos e necessitam ser destruídos. Você considera isso uma despesa aceitável e continua desta maneira, ou seja, sempre satisfeito por descobrir 2% do produto que contém defeito e jogar fora.

Entretanto, com as técnicas de garantia da qualidade, você determina a causa do índice de 2% de defeito. Uma vez que você descubra a causa dos erros, você mudaria o processo de manufatura para tentar eliminar os erros. Este trabalho em seus processos de manufatura é chamado de garantia da qualidade. As mudanças implantadas nos processos resultam em menos defeitos que serão encontrados através do processo de inspeção.

Por isso eu sou fã daquelas ferramentas simples de análise de problemas, como Ishikawa ou método 6M. Em 1993 fui apresentada a esse modelo de análise para verificar problemas encontrados. A análise se fundamenta em 6 (seis) grandes causas a serem investigadas, como: Métodos, Máquinas, Meio Ambiente, Mão-de-Obra, Materiais e Medidas.

O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Diagrama Espinha de peixe ou 6M, é um gráfico cuja finalidade é organizar o raciocínio em discussões de um problema prioritário, em processos diversos.

Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e ainda muito atual. Seu objetivo é representar a relação entre um “efeito” e suas possíveis “causas”.

Além de documentar os problemas encontrados, seguem os benefícios do uso dessa análise:

  • Ajuda a enfocar o aperfeiçoamento do processo;
  • Registra visualmente as causas potenciais que podem ser revistas e atualizadas;
  • Provê uma estrutura para o brainstorming;
  • Envolve toda a equipe.

Economize dinheiro com uma boa governança e alie tecnologia para ganhar tempo. Espero que o post te inspire em seus novos projetos.


Renata V. Lopes

Atua há mais de 25 anos na área de Tecnologia da Informação com gerenciamento de projetos e equipes multidisciplinares, em grandes empresas como Grupo Gerdau, Lojas Renner, Hewlett-Packard, Rio2016 e Grupo Guanabara. Master coach, leitora compulsiva, blogueira, apaixonada por redes sociais e estudante em constante desenvolvimento, acredita na cooperação, colaboração e compartilhamento do conhecimento como forma de aprendizado.

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