Lendo sobre gestão de remuneração e depois fazendo o meu plano de leitura diário da Bíblia me deparei com o texto de Gênesis 29, onde Labão um dos homens da história pede a Jacó que lhe diga quanto deveria ser seu salário, já que estava trabalhando em sua casa. Jacó pede então Raquel, a filha de Labão, em casamento. Estamos falando de um texto de mais de 2000 anos antes de Cristo e lá já existia a questão da remuneração.

Esse aspecto é interessante já que muitas vezes ocorrem confusões em que os dois termos são tratados como sinônimos, salário e remuneração. O que na realidade não é correto, já que salário é uma parte da remuneração, provavelmente o tradutor da Bíblia usou o termo salário (em algumas versões como a Almeida), quando traduziu o texto, pois o mesmo foi criado no Império Romano1. Mas a questão aqui não é histórica, mas apenas um gancho para falar sobre os dois termos.

Devemos enfatizar que remuneração é um conceito mais abrangente e engloba salário, benefícios, treinamentos, bônus e tudo o mais que a empresa proporciona ao colaborador pelo trabalho realizado, e seus resultados. O salário, é a parte fixa da remuneração, e motivo muitas vezes de comparação entre funcionários de uma mesma empresa e/ou entre conhecidos do mesmo ramo. As empresas também se preocupam em buscar equiparações salarias de seus times, analisando por regiões e muitas outras características, utilizando instituições reconhecidas e sérias.

O que devemos ter em mente na hora de comparar os salários entre as empresa é que o conceito de remuneração total (total reward) é a melhor forma de analisa. Assim todos os aspectos são avaliados: salário x salário, benefícios x benefícios, treinamentos x treinamentos, programas de remuneração variável como bônus, etc. Só assim vamos ser mais justos em nossas conversas.

Não podemos nos esquecer de que todo trabalhador é digno do seu salário e que esses sejam justos. Beverly Zimpeck disse “Em uma sociedade constituída segundo os nossos padrões, o empregado atua estimulado pelos seguintes fatores: ambição e orgulho, necessidade de reconhecimento social e compensação financeira.”

1 Wikipedia – Termo salário.


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

error: Conteúdo Protegido!