descobertasEm times ágeis e distribuídos são frequentes as standup meetings, no qual cada um coloca suas atividades e status atualizados.

E através de um quadro no melhor estilo Kanban, nós acompanhamos as atualizações.  Agora pensando sobre o tempo despendido por cada um, temos de ter atenção redobrada, pois podemos estar desperdiçando o tempo de todos os envolvidos.

Lógico que como gestor do time você precisa acompanhar o projeto, mas o ponto é que se cada um colocar nos detalhes o que está fazendo, nós teremos um micro gerenciamento.  O status deve focar linhas gerais e limitações encontradas.  Num time de desenvolvimento ágil, a colaboração e maturidade devem permear todos os membros.  Se não há ainda maturidade, as coisas podem se complicar.

Mas como resolver essa questão de acompanhar sem cair no micro gerenciamento. Aqui vão algumas reflexões que podem indicar um caminho:

  • Pergunte quando a demonstração está agendada. Num time realmente ágil, essa agenda deve ser breve.  Se a ideia é ter um sistema funcionando rapidamente, alguma coisa tem que aparecer em 4 semanas, mesmo que não tenha a interface mais bonita do universo. Mas times ágeis trabalham em muito mais do que sistemas, esse é apenas um exemplo.
  • Pergunte se você pode assistir a demo, e lembre-se de assistir com os olhos. Parece bobagem isso, mas muita gente assiste com a boca, perguntando, criticando e deixando o time enlouquecido.  Se você não participou da fase de levantamento de requisitos, por favor, contenha-se.  Então busque entender o objetivo do sistema antes da apresentação.  Caso o Product owner te convide a participar então participe de forma construtiva.
  • Agora se você ainda assim quer dados de acompanhamento, bem amigo, que tal você ler os gráficos de burn up/down, velocidade, ciclos de tempo e tudo o mais que é utilizado para isso. Dados são maravilhosos se você os usa com sabedoria e consegue interpretá-los, pois assim consegues informações valiosas para passar ao stakeholders. Se o time tem dificuldade, ajude-os.

Mas como um gestor de times ágeis a informação mais importante que você deve buscar é saber como o time está indo.  O que eles aprenderam do último ciclo de trabalho, como eles se sentiram ao ver a demonstração do trabalho.

Ao participar da demonstração, você poderá entender como o time está indo.  E não se esqueça da curva de aprendizagem do time.  Na demonstração alguns pontos a serem observador são: a participação de todos está nivelada, tem alguém liderando mais, quem parece alheio ao processo de construção da solução, há um sentimento de realização e crescimento.

E se o seu time está distribuído geograficamente, pergunte aos membros remotos como eles se sentem diante do trabalho apresentado.  Faça-os entender o seu papel diante do projeto e da necessidade de status do projeto. Mas seja o time local ou remoto, lembre-se de construir desde o inicio uma relação de confiança. Além do que falamos, minha dica final fica para que você lembre-se de que a observação do time pode lhe ensinar muito.


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

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