Eu sei nem sempre você chega numa organização e pode escolher seus liderados, eles estão lá e você precisa liderá-los.  Mas assim acontece quando você se dá conta que cresceu e que tem uma família, você não os escolheu, nasceu naquela família e ai?

Meu colega Francisco Fernandes, em 1987, explicou o conceito de que após os 15 anos, nós é que conquistamos nossos pais.  Achei interessante, pois é realmente isso que acontece.  Você está lá após muito tempo de convivência e agora cresceu, tem suas próprias ideias, planos e gostos.  Como administrar isso e não se tornar um “aborrecente”.  Negociando, influenciando, observando e aos poucos se deixando conhecer novamente pelos seus pais.

Claro afinal eles sempre te conheceram como aquela criança linda e adorável que eles geraram e dedicaram muito tempo, dinheiro e boa vontade para te transformar no homem ou mulher de respeito que eles sonharam desde que você foi concebido.  Mas você mudou e quer os seus próprios sonhos que são   completamente diferente, ao ponto de terem um estranho no lugar do seu filho.

Assim aconteceu naquela organização onde você entrou. Ali existia um gestor que bem ou mal, todos conheciam.  Ele não era melhor ou pior que você, mas apenas era um rosto conhecido, uma voz que com suas nuances revelava seu humor diário.  Mas você chega e agora eles precisam te seguir, mas e se você for um tirano ou pior ainda um “sobrinho” do diretor. E agora?

Bem tem uma palavra da Bíblia que amo muito e resume o que explicarei em seguida “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” João 8:32, é bem assim que acontece.  A medida que seus liderados te conhecem e que você se deixa conhecer, sendo verdadeiro com eles, uma nova dinâmica se estabelece.

Cria-se o ambiente para que eles possam te escolher ou não, e o mesmo acontece com você líder.  Esse momento da escolha começa a fluir de maneira natural e evolui a medida que os dias passa, e você deve sem medo se permitir passar por todos esses estágios, seja você sem forçar nada, e todos podem  ganhar muito nesse processo, principalmente você gestor.

Dedique tempo em sua agenda para cada um dos seus liderados, tenha momentos de descontração, aplauda os bons resultados, corrija os deslizes, celebre as realizações, instigue a criatividade, desculpe-se das falhas, ria dos seus deslizes, se permita ouvir cada um, não se envergonhe de não saber a resposta, busque ajuda se for o caso, admita seus erros e seja o líder que todos escolheram.


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

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