“Um gestor nem sempre tem o privilégio de montar sua equipe do zero, então há o desafio de trabalhar com quem já está na empresa e em alguns casos recrutar novos”.

Renata Lopes

Depois de muito trabalhar, assumir riscos, superar metas e lidar com a concorrência dos colegas, finalmente cheguei a um cargo de gestão.  Junto com o cargo, uma equipe prontinha para que eu possa gerir.  Eles eram colegas. Que há bem pouco tempo, tomavam chopp comigo, no barzinho aqui perto do escritório, depois de um dia estressante. Agora são meus subordinados diretos, a equipe que eu devo direcionar dia após dia para que as metas da área sejam alcançadas. Eu melhor do que ninguém os conheço e sei do que eles reclamam. Na realidade muita das reclamações deles eram minhas também.

bannerPassada a euforia da primeira semana ao assumir um novo cargo e todos virem almoçar comigo, as coisas estão um tanto quanto estranhas agora.  Almoço quase todos os dias sozinho, nossa comunicação parece estranha, pois quando solicito algo não recebo a resposta que esperava, alguns parecem querer medir forças comigo.  Nada explicito, mas é uma percepção minha mesma de que algo não vai bem, de que eles não me veem como gestor deles.

Além disso as sugestões que levei para o meu superior de ajuste na equipe e as reivindicações não serão possí­veis de serem implantadas a curto prazo, e algumas nem a longo prazo.  Eles são meus colegas e me sinto perdido sobre o que fazer. A realidade é que eu tinha uma expectativa de montar uma equipe mais próxima ao meu estilo de trabalho.  Meus planos revolucionários de gestão foram destruí­dos.

Após quase 3 meses me sinto perdido. Não sei o que fazer e o que me aguarda daqui pela frente.  Fico me perguntando se tudo não aconteceu rápido demais, afinal cheguei a gestão antes dos 30 anos. Meu dinamismo e força de vontade, me levaram a condição de candidato potencial à ascensão meteórica que tive. Com entregas de projetos importantes e as especializações recheando o meu currículo, não havia pessoa mais capacitada para a vaga. Foi questão de aparecer a oportunidade e me colocar à disposição.

Preciso descobrir como gerir essa equipe. E transformá-los no time que eu imaginava ter e juntos conseguir entregar os resultados esperados pela organização.  E se for o caso substituir pessoas, com argumentos sólidos, que nem meu superior e nem o RH possam discordar.

Você se reconhece nessa situação ou conhece alguém passando por ela? Se sim, saiba que existe uma forma de mudar isso. Cadastre-se em nosso site e acompanhe os próximos artigos.


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

error: Conteúdo Protegido!