“Cortamos o acesso à  internet dos funcionários. Só está aberto o acesso a bancos e sites que precisamos para nossas atividades diárias de negócios”. Foi com essa colocação que um gestor me contou da sua iniciativa de melhorar a produtividade de uma equipe da empresa dele.

Quando a maturidade de alguns profissionais com disponibilidade de acesso à  internet é baixa, ações como essa são necessárias. Então antes que seu gestor tenha de cortar seu acesso também, que tal mudar seu comportamento?

Defina uma polí­tica pessoal de acesso à internet durante o expediente. As redes sociais devem ser visitadas apenas fora do seu horário de trabalho. Mas se for muito difícil ficar longe delas, que tal restringir o acesso ao seu intervalo de almoço. Ao acessar a internet mantenha seu foco no que é importante ser realizado para o seu trabalho.

Porém a internet não é a única que rouba a atenção dos profissionais. As conversas de corredor também precisam ser controladas. Seja objetivo e se tentarem passar tarefas no corredor, solicite formalização por e-mail. Se forem pessoais busque restringir ao horário do intervalo.

Assertividade quando é preciso dizer não para uma interrupção é outra competência que pode e muito te ajudar. Então ao aceitar uma interrupção fale quanto tempo tem disponí­vel para atender a pessoa. Se o assunto for longo, então negocie um outro momento para continuarem a falar.

E se com tudo isso você for do tipo que se distrai por qualquer motivo, evite deixar à vista revistas, livros ou qualquer outro objeto interessante que possa roubar sua atenção.

O maravilhoso smartphone que tantos já possuem como acessório indispensável também precisa ter uma boa polí­tica pessoal de uso, então ao atender, seja objetivo e retorne o quanto antes as suas tarefas. Crie junto a sua famí­lia uma regra de horários para ligações. Em reuniões ou compromissos formais da empresa, mantenha-o no silencioso.

Ainda sobre telefonemas, se eles forem profissionais busque reservar um tempo para retornar as ligações e mantenha o foco das conversas para não prolongar demais a interrupção.

Com essas diretrizes pessoais você vai contribuir para que seu gestor não tenha que tomar ações tão drásticas quanto a do exemplo citado no iní­cio desse post.


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

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