Eu parto do principio que antes de acionar seu chefe, você deve buscar resolver a situação.  É uma crença minha e cada um tem as suas crenças, mas vim de uma formação onde você deveria resolver os conflitos com seus colegas e só envolver seu líder após esgotar as possibilidades.  Lógico que para agir assim, recebi diversas vezes a seguinte pergunta como resposta “Você já tentou resolver com ele?”.

Não tenha dúvidas só assim se aprende que o seu chefe também tem uma agenda cheia.  Não é por ser seu chefe que você delegará a ele a tarefa de resolver as questões.  Se a situação requer a ação dele realmente quero deixar umas dicas que podem ser interessantes:

  • Atenha-se aos fatos, separe as emoções e as suas percepções ajuda muito. Sempre digo que contra fatos e dados não há argumento. Isso parece óbvio, mas por que então muita gente continua misturando?
  • Seja neutro na colocação dos fatos que aconteceram e as consequências. Julgar e ou diagnosticar como o outro se sentiu é complicado e deve ser evitado.
  • Contextualize o problema e correlacione aos propósitos da companhia que podem ser afetados. Sendo problemas comportamentais é complicado falar, mas lembre-se que eles podem afetar ao clima organizacional.
  • Lembre-se que sua ação deve ser apenas relatar o fato, e não aconselhar seu chefe sobre o que fazer. Cabe a ele entender a situação e definir ações. Existem situações “agenda oculta” que em alguns casos só podem prejudicar a você.
  • Evite dar nomes, fale do problema. A sua preocupação deve ser alcançar as metas da empresa e não instruir ao colega, então foque as situações.
  • Sinalize que tentou resolver a situação antes de envolvê-lo e se possível coloque as soluções propostas. Isso ajudará na formulação de novas alternativas de soluções.
  • A melhor abordagem para apresentar uma situação que você não conseguiu resolver é apresentando ela de forma a pedir orientação. Além de resolver a situação pode ter um coaching muito interessante para próximos desafios como esse.
  • Não se faça de vitima em hipótese alguma. E se o chefe for amigo do seu colega, evite ao máximo envolver seu superior. Mas se não for possível, tenha mais evidências e se coloque a disposição para ajudar.

As divergências nas empresas deveriam ser apenas de ideias e não de pessoas.


Renata V. Lopes

Com mais de 35 anos na vanguarda da TI, já gerenciei tecnologia em ambientes onde falhar não era opção — inclusive como Gerente de Prontidão Operacional dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Essa experiência moldou minha visão: Governança de TI não é burocracia. É a diferença entre uma organização que sobrevive às crises e uma que as antecipa. Hoje, à frente da Tecnologia Humana, ajudo empresas de médio e grande porte a transformar TI em vantagem competitiva — com maturidade operacional, conformidade regulatória e segurança cibernética que protegem o que realmente importa: pessoas, dados e continuidade do negócio. Minha abordagem é centrada no tripé fundamental: → Pessoas — porque tecnologia só funciona quando as pessoas estão preparadas → Processos — porque eficiência e conformidade nascem de estrutura, não de improviso → Tecnologia — porque ferramentas sem governança são riscos em potencial Áreas de atuação: • Governança de TI (COBIT, ITIL, ISO 27001) • Cibersegurança e Proteção de Dados (LGPD, GDPR) • Gestão de Riscos (COSO ERM, ISO 31000) • Compliance Regulatório • GED e Gestão de Processos Se sua empresa precisa evoluir da conformidade reativa para a resiliência estratégica, vamos conversar.

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