CARREIRA: SER PROFESSOR

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O que influencia na escolha da profissão?

Três passos rumo à decisão

 

Hoje é comemorado o Dia do Professor.  Nesta carreira, o foco é ensinar e formar cidadãos. Também busca profissionais com características indispensáveis como criatividade, metodologia de ensino que conquiste a atenção e o interesse dos alunos, além de constante atualização.

 

Várias questões levam alguém a escolher uma determinada função no mercado de trabalho. Alguns optam pelo motivo desafiador, aptidão ou retorno financeiro, mas isso não é o bastante. No momento dessa escolha, o mais importante é abrir a mente e analisar cuidadosamente todos os ângulos das opções de carreira. Como você se vê daqui a cinco anos? Que marca você quer deixar? Faça o que gosta ou o que dá dinheiro?

 

“Sentir-se realizado com o que se faz é um ponto chave para ser feliz e produzir mais”, é o que considera a Master coach Renata Valéria Lopes. Ela ainda complementa que, no cenário atual, não são apenas os jovens que se veem diante desse dilema: “Alguns profissionais experientes também encaram a importante decisão de mudar de carreira.”

 

Renata indica três passos que podem ajudar nessa escolha:
#- Busque se conhecer, identifique o centro da sua vida, o que te rege, o que você gosta e o que não gosta.

 

#- Converse com algum profissional da área de interesse e ouça atentamente suas experiências. Tome a iniciativa de fazer testes de aptidão, estude o ramo de negócio, as oportunidades, os problemas específicos da área. Tente ver soluções para os problemas e como você os trataria.

 

#- Escreva de forma clara como você quer ser reconhecido como profissional. Encare a realidade dos fatos e projete-se no futuro, escolhendo de forma positiva e proativa como tratar sua vida e carreira.

Renata Valéria Lopes

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MOTIVAÇÃO NO TRABALHO – Dicas essenciais para não deixar cair o ânimo da sua equipe

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Motivação são motivos para a ação. E cada pessoa tem os seus motivos para levantar e ir trabalhar todos os dias.  Para alguns pode ser pagar as contas do final do mês ou chegar a uma posição de liderança.  Motivar não é tarefa fácil para nenhum gestor, afinal, o que funciona para uns não necessariamente funciona para outros.

 

Um alto salário não é fator suficiente para manter bons profissionais na empresa. As organizações vêm aprendendo a importância da valorização e do estímulo à criatividade de seus colaboradores, com atitudes e práticas simples que geram resultados e satisfação para todos (líderes e liderados).

 

A oportunidade de desenvolver a troca de experiências durante um projeto  torna-se um grande fator de motivacional.  Para os mais novos, pela oportunidade de crescimento e aprendizado; para os mais experientes, uma forma de compartilhar seus conhecimentos e perceber os resultados. “Também é necessário que as pessoas, em qualquer carreira, tenham paciência para avançar em cada fase, aproveitando o amadurecimento obtido em cada etapa”, esclarece a Master coach Renata Valéria Lopes.

 

Outros fatores que podem motivar os profissionais no trabalho:

Bom relacionamento no trabalho. Nada melhor do que contar com pessoas bem-humoradas, mesmo quando o assunto é complicado. Criar a cultura de discutir pontos de vistas diferentes sem perder o respeito, proporciona soluções mais eficazes do que em ambientes pesados.

 

Reconhecimento profissional não é sinônimo de recompensa.  Muitas vezes, um agradecimento por algo realizado é bastante significativo. Ganhar o reconhecimento do gestor imediato por um projeto entregue diante da equipe tem um sabor especial. Quem não gosta de ser elogiado?

 

A possibilidade de trabalhar com o que se gosta não é para qualquer um. Muita gente não vê a menor graça no trabalho que desempenha. Entender o impacto das suas atividades nas pessoas e nos resultados da empresa ajuda. O profissional que vê sentido no que faz torna-se muito mais realizado e, consequentemente, acaba gostando mais do seu trabalho.  Existem aqueles que desde o início amam o que fazem simplesmente por atuarem nas áreas que escolheram.

 

Flexibilidade de horário é um fator muito importante, principalmente nas grandes cidades. Permite a muitos pais conciliarem suas agendas a dos filhos. No caso dos solteiros, torna possível conciliar academia, curso ou outra atividade.

 

Inovação e criatividade são as palavras essenciais nas corporações mais antenadas. Para o funcionário se torna fator de motivação, pois proporciona a oportunidade de compartilhar opiniões, sugerir e falar o que pensa sobre os assuntos ligados ao resultado da empresa. Quem não gosta de saber que a sua ideia pode fazer a diferença onde trabalha?

Renata Valéria Lopes

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Qual o nome do seu sonho?

Sonhos

Todo sonho tem um nome e quando o nomeamos fica mais fácil programar a mente para obtê-lo. Ao nomear o seu sonho, como por exemplo uma casa no bairro x, sua alma se prende a esse sonho.

 

Já ouviu a expressão de “corpo e alma”, ela é muito poderosa, pois ao desejarmos algo com vontade, canalizamos todas as nossas forças para obtê-la. Todos nós precisamos e temos sonhos. Uma vez ouvi que se você não sonha, você não conquista.  Sendo assim alimente sua alma de sonhos. Bem esse conselho partindo de uma sonhadora, já vai carregado de sonhos de que o post te ajude.

 

Quando cremos nos sonhos que temos na alma, nos alegramos e sentimos que podemos realiza-los sem medo. Eu sou muito de sonhar e partir para a ação, ficar falando muito dos sonhos podem nos deixar na inercia.  Então menos discurso e mais ação geram melhores resultados.  Eu tenho o ritual dos sonhos, que vou compartilhar para você e se fizer sentido pode copiar a vontade.

 

O papo com Deus (você conversa com quem quiser, Buda, Alá, Maomé, Universo, Zeus, etc.), sim eu falo logo com Deus, sem intermediários (afinal quem conta um conto aumenta ou diminui um ponto).  Exponho a minha alma e o meu sonho, porque precisamos de luz e direção e eu não sei buscar isso se não for no meu ritual de gratidão e oração. Nesse momento de reflexão pode fazer ou não sentido continuar com o sonho.  Sabe quando um sonho parece radiante e no fundo vai dar mais dor de cabeça do que você esperava.  Bem nessa hora é melhor abrir mão.

 

Depois disso eu busco verbalizar meu sonho de forma a expor ele a outro ser mortal, não se preocupe se o seu interlocutor não for especialista do assunto.  Ele pode fazer tantas perguntas meio absurdas para você num primeiro momento, que te farão reavaliar seus planos.  Então só depois busque alguém com mais experiência no assunto para conversar.  Isso porque as perguntas das pessoas nos fazem muitas vezes pensar fora da caixa.  E como é importante pensar fora da caixa.

 

Uma coisa importante para você sonhador saber, muitas vezes ao revelar o seu sonho você será criticado. Mas não dê bola ao invés disso simplesmente alimente-se de palavras positivas, e você pode encontra-las nos testemunhos de outros sonhadores. Um exemplo está no sonho de um negócio próprio, ouça pessoas que abriram o seu próprio negócio.  A TV paga e a aberta estão recheadas de programas bacanas com dicas para esse tipo de sonho.

 

Quem sonha se torna um incompreendido muitas vezes, e eu fico pensando o porquê disso e cheguei à conclusão que ninguém fica muito feliz em ver o outro bem.  Não é inveja não, é medo de que sua inercia fique visível aos demais. Meu conselho é não pare de sonhar e continue buscando resultados.

 

Se mesmo diante de tanto trabalho árduo ainda parecer que seu sonho nunca irá se realizar, lembre-se que “sucesso só vem antes de trabalho no dicionário”. E sim você terá de trabalhar ainda mais do que imaginava, mas com certeza a vitória virá na forma de sonho realizado, palpável e mensurável diante dos seus olhos.

 

Eu passei por muitas coisas e pensava que estava demorando muito para alguns dos meus sonhos se realizarem.  Mas além de acreditar em Deus eu acreditava em mim e na capacidade que eu tinha de fazer acontecer. Meu conselho é vá além da ordem natural das coisas, busque pensar e agir diferente, isso sem comprometer e prejudicar ninguém.

 

Lembrava que amanhã era uma palavra que me remetia a adiamento, e então não deixava nada para amanhã e agia no aqui e agora. Pois isso é uma contradição para a alma que você alimentou com seu sonho, de adiar agora alguma decisão ou atividade. Nada se resolverá por si só e adiar qualquer coisa, só vai distanciar você do seu sonho. Assuma a sua responsabilidade de seguir em frente.

 

Confesso que muitas vezes eu voltei a Deus para tentar descobrir o que deu errado. Sim nem sempre acertamos de primeira e é preciso refletir sobre o que deu errado. Acalmar a alma, descansar da pressão que fazemos em nós e a que sofremos pelos que nos cercam. Parar e pensar, no que temos de sacrificar, abrir ou lançar mão, reformular, redefinir, realinhar, planejar e então seguir.

 

Em alguns casos o desconhecimento limita a realização de um sonho, então ter uma pessoa orientando pode fazer toda a diferença. Sei também que um sonhador decidido muda o rumo de qualquer história, basta que ele queira de verdade. Mas as vezes mais inspiração e menos transpiração ajudam muito.

 

Afinal o que seria de nós sem nomes para os sonhos? Nomeie os seus sonhos, programe a sua mente e alcance seus sucessos.

 

Renata Valéria Lopes

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A Mulher Maravilha

Maravilha

Depois de anos a Mulher-Maravilha[i] mudou sua forma de se vestir e talvez por não ter mais o mesmo visual, você pode não ter reconhecido. Mas ela está em todos os lados por onde ando, as vejo nos ônibus lotados, nas filas dos bancos, supermercados e lojas, estão lotando as empresas e ocupando muitas cadeiras nas universidades, correm pelas ruas buscando manter a forma, invadem as academias, enfim observe atentamente e você irá identificar algumas delas.

 

Talvez por ela levantar cedo, arrumar os filhos e levá-los ao colégio, pegar a condução lotada para o trabalho e enfrentar sua jornada diária, a malha vermelha e o shortinho azul de estrelas brancas não sejam a melhor forma de se apresentar. E por isso ela usa roupas normais agora, o jeans, camisas e sapatilhas lhe caem melhor já que rapidamente se movem de um lugar para outro.

 

A rotina da moderna mulher maravilha engloba uma casa para cuidar já que ela não pode se dar ao luxo de pagar uma empregada, pois os custos são altos e não caberia no orçamento da nossa heroína. Ela sofre com a falta de boas diaristas disponíveis para uma santa ajuda no lar e tem apenas uma saída que é arregaçar as mangas e limpar tudo quando sobra um tempo durante a semana.  Ou fazer uma boa faxina nos finais de semana.

 

A Mulher Maravilha trabalha fora e para manter sua empregabilidade, precisa reservar tempo na sua agenda para o curso universitário, inglês e informática. Senão chega outro(a) e pega o seu lugar, ganhando um salário menor que o seu. Injusto não, mas ela não tem privilégios e precisa dedicar-se a ler e como dizem os especialistas no mínimo quatro livros por ano. Isso sem contar que as notícias diárias ajudam seus diálogos durante os eventos profissionais.  Isso significa ler jornais diários, acessar a internet e ler revistas de sua área de atuação. Com a velocidade que as coisas acontecem, ela também se sente sempre desatualizada.

 

E tem a família que precisa muito da sua atenção, sim a mulher maravilha mesmo solteira tem sua família. Algumas casaram e possuem filhos, mas além dos filhos tem os pais, tios, avós e toda uma árvore genealógica que precisa ser regada de atenção e cuidado. E não adianta estar com eles conectada no mundo virtual, eles precisam de tempo de qualidade para se sentirem amados. São aniversários e demais comemorações que exigem sua nobre presença e se possível com uma lembrancinha para que sua visita não passe em branco (outra tarefa que exige sua atenção, tem que ser o presente certo) e ela não pode esquecer o aniversário de ninguém.

 

E tem o escolhido que roubou descaradamente o coração dessa super mulher e lógico precisa de atenção especial, senão ela corre o risco de perde-lo para outra mulher maravilha com capacidades heroicas mais desenvolvidas que as suas. Isso me lembra porque elas vivem por ai cuidando da sua saúde, visitas anuais ao médico, dentista, dermatologista. Mensalidade de academia, pacote de salões de beleza, pilhas de potes de creme para cada milímetro do corpo, perfumes maravilhosos espalhados pela penteadeira, muitos acessórios, sapatos, bolsas e roupas que valorizem suas curvas.

 

Essa mulher maravilha que tem uma agenda lotada, que acorda cedo, não tem hora para dormir, no fundo só quer uma coisa. Ser amada e admirada pelas pessoas que estão a sua volta. Ela torce por um companheiro que a incentive a seguir em frente e que na hora que ela cansa de tanta correria, ele possa simplesmente ficar ao seu lado, segurar sua mão e dizer “deixa que eu cuido de você agora”.

 

Bem a mulher maravilha é moderna, mas seu coração continua o mesmo: enorme. Cabem todos que ela conhece, os que ainda não cruzaram seu caminho, enfim cabe o mundo.  Mas muitas vezes ela esquece de colocar ela mesma na posição central e se permitir ser cuidada e amada. Então talvez por isso muitas andem por ai em terapias e consultas com psicólogos por se sentirem sobrecarregadas. Mas vale lembrar que a mulher maravilha pode dizer não e ainda assim continuar sendo a heroína diária que tem mudado o mundo ao seu redor.

 

A mulher maravilha que existe em você deve ser lembrada e valorizada a cada instante. Não se sinta maravilhosa, apenas com as unhas feitas, o cabelo escovado, a maquiagem perfeita.  Mas sinta-se maravilhosa por ser quem você é, e fazer tanta coisa ao mesmo tempo sem deixar de ser mulher.

 

[i] é uma super-heroína grega, personagem fictícia de histórias em quadrinhos publicadas pela editora estadunidense DC Comics. Criada pelo Dr. William Moulton Marston, é um dos maiores ícones pop de sexo feminino.

Renata Valéria Lopes

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O Alvo

alvo Ao olhar a figura ao lado a primeira coisa que penso são em sonhos, metas e objetivos pessoais. Confesso que um bom desafio me anima e saio logo da inércia. Após os momentos de reflexões iniciais, posso não evoluir em relação ao desafio. Mas se o aceito começo logo a quebrar em pequenas etapas.

 

Fiquei pensando durante a semana enquanto caminhava e percebi então que alguns clientes e amigos meus sempre me falam de seus sonhos e das dificuldades em realizá-los. Alguns vivem estabelecendo inclusive as mesmas metas ciclicamente, sejam dietas que se iniciam a cada segunda-feira ou as mensalidades pagas na academia ou no curso de inglês, onde nunca aparecem.

 

Em objetivos corriqueiros como esses ou com metas audaciosas como abrir seu próprio negócio, acabei identificando nas pessoas que acabam desistindo o mesmo comportamento. A falta de objetivos intermediários. Esses marcos intermediários de alcance dos sonhos servem de evidência ao progresso e de combustível para seguir em frente.

 

Quando os pensamentos limitantes chegarem, você que está lendo esse post e que não tem conseguido ir em frente, poderá perceber uma nova forma de impulsionar seu avanço. Pegue aquele grande sonho e quebre em pequenos sonhos.  Um exemplo bem simples pode ser a compra de um eletrônico. Você pesquisou e decidiu comprar um modelo X, cor e o valor de R$ 3.000,00.  Mas hoje você não tem nem o dinheiro da entrada. Então vamos lá montar o seu projeto de compra, quebrando esse sonho em pequenos.

Que tal começar com o valor da entrada, estabeleça o percentual que você deseja reunir e a data de quando você o quer em sua conta. Depois estabeleça um projeto de como serão pagas as parcelas, de que valor e os vencimentos.  A cada uma dessas etapas estabelecidas e cumpridas a sensação de vitória aumentará.  Quando menos esperar você terá conseguido realizar o seu sonho.

 

Absolutamente tudo na nossa vida pode ser encarado dessa forma, basta analisar a melhor forma de quebrar as ações.  No final de tudo eu tenho certeza que você fará isso sem perceber para tudo o que desejares e nada mais será motivo para você desistir.  Mesmo quando for preciso desacelerar.

 

Então lá vou eu para mais um desafio aceito e que agora eu quebrei em tarefas. E a primeira parte será ler quatro livros. Terminei um livro essa semana e já passei da metade do segundo livro, mas ainda faltam dois.  Mas as etapas estão avançando e eu me sinto cada dia mais próxima do alvo do que antes.

Renata Valéria Lopes

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Equilibrista

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Não é de hoje que ouço por ai sobre o stress da vida moderna. Então uma nova habilidade que se torna fundamental de ser desenvolvida é a de equilibrista.  Afinal equilibrar nossos mil e um papéis diários é fundamental para viver melhor. Confesso que ainda estou aprendendo como me tornar uma “equilibrista” exemplar, mas o que aprendi até agora pode ajudar a você que me lê agora. Então lá vai:

 

Não dá para o trabalho roubar o tempo do lazer, da família e amigos. Tudo tem seu tempo e nada melhor do que separar uma agenda que contemple momentos de pura diversão. Afinal a mente precisa se distrair sim. Com o nível de exigência profissional cada vez maior, é comum o profissional lançar mão do seu tempo de lazer em prol do trabalho. Desconecte-se do trabalho e deixe sua mente descansar nem que seja um dia da semana.

 

Riqueza de informação, pobreza de atenção. Somos diariamente bombardeados de informações, se quisermos dar conta de todos os e-mails, noticiários, jornais e revistas teríamos de cancelar todos os demais compromissos. Então que tal estabelecer que informação é relevante para seus objetivos?! Outro dia fiz uma limpeza nas minhas assinaturas de newsletters diárias, não foi nada fácil selecionar. Mas valeu a pena ganhar quase 30 minutos diários a noite quando sento para ler os e-mails pessoais.

 

Que tal dar mais objetividade a sua agenda? Organize seus compromissos, deixando os problemas que ainda não existem de fora e filtrando as atividades que chegam. O conceito de urgência, importância e circunstancial ajudam muito nessa seleção.  Esse ponto me leva a necessidade de dizer não. As prioridades em alguns momentos requerem uma boa dose de negociação.

 

Na vida profissional ou pessoal compartilhe as tarefas, abraçar tudo não é produtivo. Pode ser que outro não faça tudo de forma tão “perfeita” quanto você. Mas quem disse que tudo deve ser perfeito? Economize com isso tempo para se exercitar. Mesmo que no início você só tenha 30 minutos. Sua saúde agradecerá e logo isso se tornará um hábito.

 

Pratique a gratidão e medite. Esse é o momento do reencontro diário consigo mesmo e com Deus. O momento de recarregar as energias e ter uma boa noite de sono reparador.

 

Renata Valéria Lopes

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O que te paralisa?

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Algumas pessoas passam a vida sonhando, mas não chegam a lugar nenhum.  Enquanto outras realizam muito e você pode até se perguntar como elas conseguem. Não há uma verdade absoluta sobre essa constatação acima, mas algumas reflexões que eu gostaria de compartilhar.

 

A primeira delas é sobre a forma como duas pessoas sob a mesma condição sócio-econômica-cultural podem encarar uma situação. O medo, a dúvida e as adversidades podem fazer uma pessoa se sentir desafiada e a outra paralisada. Não deixe que a dúvida se aloje na mente, o medo te invada os sentidos e as adversidades se multipliquem. Quebrar tal ciclo não é simples, mas pode ser exercitado. O importante é não permitir que a mente o freie. Se for preciso desacelere, mas não pare. Vá devagar, não tenha pressa.

 

A outra reflexão é a falta de alguém para escutar as ansiedades, os sonhos e as necessidades. São tantas pessoas ao redor olhando sem enxergar o ser humano diante de si. Na era das redes sociais, temos muitos amigos virtuais e uma solidão real como companhia. Como então se relacionar de maneira profunda, se tudo se torna tão efêmero como o like de um post?

 

Os sonhos, planos e projetos precisam ser enriquecidos com outras visões e perspectivas. Sem que a necessidade básica de ser ouvido seja atendida, o isolamento se instala. Alguns podem até dizer que precisam desse tempo para reflexão. Então minha dica é busque pequenas epifanias como combustível para alimentar seus sonhos e planos. Pense nos ganhos de ter seus planos concluídos!

 

O excesso se torna talvez outro ponto de reflexão. Em meio a um turbilhão de opções para tudo que nos rodeia, a busca pela simplicidade pode ser um alivio. Quando se tem um sonho, colocá-lo como sua única opção pode ajudar. O excesso rouba o foco, se torna o paradoxo da escolha e superlativa o sentido da realização.

 

Então que tal avaliar como você tem encarado os desafios até agora e rescreva seu futuro.

 

Renata Valéria Lopes

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Ser ou não ser?

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Quando estamos às vésperas de mais um Women´s Global Leaders (Mulheres Líderes Globais), recebo o convite para participar.  Infelizmente terei de faltar por compromissos profissionais e pessoais assumidos anteriormente.  A questão é que vale a pena participar, então se você foi convidada, tem disponibilidade e recursos financeiros para esse evento, participe. Esse é o momento de ouvir mulheres líderes dando dicas maravilhosas sobre carreira e ainda por cima fazer um bom networking.

 

Mas apesar da propaganda o que me chama mais atenção nesses eventos é que a maioria das executivas que participam são estrangeiras, faltam executivas de peso no Brasil que se aventurem a ministrar palestras.  Eu acredito que temos grandes mulheres que poderiam estar dando suas dicas, depoimentos e ensinando as mais novas como construírem carreiras de sucesso.

 

Quando cito as mulheres aqui é simplesmente pelo fato de que ainda hoje temos poucas mulheres em posições estratégicas dentro das empresas.  E olha que a maioria é bem mais bem preparada que muitos homens.  Porém ainda vejo muitas dessas mulheres “choramingando” por promoções, precisando trabalhar o dobro para mostrar que estão prontas. E sempre me pergunto o que falta?

 

O que mais me preocupa contudo são as que acreditam estarem prontas para serem lideres, e isso ocorre também no universo do gênero masculino. Todos querem ser líderes, mas não se preparam.  Um dos filmes que eu gosto muito é a Drumline que fala sobre ser liderado para depois liderar.  A questão é que se cada vez mais vemos profissionais cavarem promoções rapidamente, sem passarem pelo período de aprendizagem como liderado.  Infelizmente ou felizmente podemos aprender muito com os exemplos e tropeços daqueles que nos lideram. E deixamos de aproveitar esses momentos.

 

Sou de uma geração que pensava em um dia chegar no patamar dos meus líderes.  Ficava observando e investia tempo em conviver com eles e buscar dicas para minha carreira.  Sempre acreditei que ela aconteceria naturalmente se eu estivesse pronta.  E tenho visto isso acontecer até hoje, sem pressa.  Mas não deixo ninguém ditar minha carreira, a forma como a tracei é de minha inteira responsabilidade, então sou eu que tenho de lutar por ela.

 

Ser ou não ser chefe, não faz de ninguém um líder. Ser líder independe de posição hierárquica e títulos pomposos, está na capacidade de ser liderado e ser líder ao mesmo tempo. Afinal quanto mais alta sua posição no organograma, mais chefes terá e muitas explicações farão parte do seu dia a dia. Será que você está pronto para todas elas? A grande verdade é que a maioria das pessoas não tem noção disso.  Apenas imaginam que ao serem promovidas, ficarão livres para mandar e desmandar a sua maneira.  Mas se enganam e já vi algumas inclusive desistirem de suas posições por isso.

 

Meu conselho antes de entrar no dilema de ser ou não líder, seja uma liderada. Mas principalmente seja a melhor que puderes ser. Levante sempre com a intenção de ser hoje melhor do que você foi ontem e não se preocupe com comparação. Se você se preocupar e focar na sua trajetória, já vai ter muito trabalho pela frente. Lembre-se sempre apenas de que ser ou não ser um gestor, em nada te impede de ser um líder.

Renata Valéria Lopes

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Profissionais Certos?!

downloadPor crença pessoal eu não acredito na incompetência, mas acredito que existem pessoas certas nas posições erradas, profissionalmente falando. Algumas dicas podem ajudar um gestor a posicionar as pessoas nas funções certas.  Mas a grande verdade é que os profissionais devem ter essa preocupação desde o primeiro instante que vislumbram uma oportunidade nos classificados.

 

Antes mesmo de entrarem no processo seletivo, um profissional comprometido com sua carreira deve conhecer a empresa onde deseja ingressar. Tudo começa por buscar no site da empresa a visão, missão e valores que podemos entender como partes da identidade corporativa. Alguns coachees sempre me questionam que algumas empresas esquecem o texto no site e na prática o que está escrito lá não faz parte do DNA corporativo.  Eu penso, e ai está mais uma crença pessoal, talvez eles não tenham lido e internalizado também.

 

Se de um lado o profissional deve buscar conhecer a identidade da empresa, do outro lado estão os gestores que devem sempre que possível relembrar esses três elementos da identidade corporativa onde estão atuando.  E não cabe aqui apenas a ação de imprimir o texto, colocar num quadro na porta de entrada.  Mas de praticar sempre que for possível e reforçar em seus discursos.   Voltando ao profissional comprometido com a carreira, como você leitor, aqui vai mais uma dica importante. Leia atentamente a descrição do cargo e as funções desempenhadas.  Só vale lembrar que cargo e função não significam a mesma coisa.  Cargo é o posicionamento hierárquico na estrutura orgânica da instituição. E função é um agregado de deveres, tarefas e responsabilidades, que requerem os serviços de um ou mais indivíduos.

 

Pode acontecer das funções não corresponderem ao cargo, e isso acontece muito.  Uma boa descrição de vaga consegue de forma clara alinhar os itens cargo e funções. Particularmente já li descrições de cargos “infladas”, com requerimentos de certificações, graduações e títulos que não agregam em nada. Já que na prática as especializações não serão nem utilizadas. Isso acontece até por inocência das empresas em querer atrais bons profissionais.  O problema é que o profissional super qualificado, ficará desmotivado em pouco tempo por não perceber um desafio real em sua nova posição.

 

Então na hora da entrevista você profissional comprometido com sua carreira, lembre-se de perguntar e perguntar, e se lembrar de algo mais, pergunte.  Eu acho que pergunto tanto numa entrevista que o entrevistador acaba mudando de posição comigo (risos).  Mas pode ser um fator decisivo para você selar essa nova futura relação profissional.

 

Eu já presenciei o que apelidei de contratação emocional. Eu nem sei se tem alguma publicação sobre o assunto, mas a verdade é que muitas contratações são realizadas por empatia e amizade. Então os dois lados da mesa de negociação precisam ser racionais, sobre os desafios que possuem. Se você for contratar, peça a opinião de outra pessoa que possa ser neutra em seu posicionamento. Se você estiver para ser contratada, lembre-se que podes estar terminando ali uma amizade.  Amigos tendem a confundir os papeis dentro do ambiente profissional e ai as coisas complicam de vez.

 

Espero que esses pontos de reflexão ajudem na sua próxima recolocação.

Renata Valéria Lopes

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Participação nos Lucros e/ou Resultados: 20 anos decorridos da MP

A revista RH News, em edição especial deste mês, produziu uma importante matéria sobre Participação nos Lucros e Resultados, destacando a consolidação da prática ao longo dos anos, principalmente após a edição da MP, em 1994 e, com ainda mais ênfase, após a lei 10.101/2000. Compartilho a seguir alguns pontos da matéria, nas questões que me envolveram mais diretamente. A leitura completa da matéria, no entanto, dará ainda mais oportunidade de reflexão a cada um dos leitores.

 

RH NEWS: 1 – Quais são os erros mais comuns quando uma empresa usa estrategicamente a Participação nos Resultados ou a Participação nos Lucros e Resultados como forma de engajar os funcionários?

Marcelino: Falar em remuneração variável, e especificamente nos programas de PLR, é criar expectativas. Os principais erros é permitir que acreditem que remuneração variável é um benefício, pois benefícios não dependem de resultados e não podem ser eliminados quando uma empresa não alcança ou não supera suas metas. A participação nos lucros ou resultados, como um incentivo financeiro de curto prazo, é uma remuneração de risco: pode ou não ocorrer, uma vez que está dependente de uma combinação de indicadores, métricas e metas. Outro erro é criar indicadores que não podem ser acompanhados pelos empregados ou que não gozam de muita credibilidade. Isso faz com que alcançar ou não ou resultados – para os empregados – seja uma questão de sorte ou azar. Outro erro a ser destacado está relacionado ao reposicionamento da cultura organizacional. Programas de PLR não são aderentes a qualquer cultura.

 

RH NEWS: 2 – Você tem alguma preferência entre PPR e PLR? Por quê?

Marcelino: Todo lucro é uma medida de resultado, mas nem todo resultado é lucro. Cada organização precisa blindar os interesses dos acionistas, mas respeitar os interesses dos empregados. Nesse caso, focar resultados (PPR), focar apenas lucro (PL) ou a combinação dos dois (PLR) irá depender da estratégia de cada organização. Resultados operacionais são mais visíveis aos empregados em geral; resultados financeiros são mais facilmente entendimentos pelos níveis gerenciais e acima; poucos, de uma forma geral, compreendem indicadores econômicos, tal como o lucro.

 

RH NEWS: 3 – Como você avalia o papel da Lei 10.101/00 que regulamentou a PLR? Há a necessidade de alguma atualização da lei?

Marcelino: A lei sofreu e vem sofrendo mudanças, principalmente nos últimos anos, entre os quais a proibição de indicadores de segurança ocupacional, o pagamento proporcional aos que solicitam demissão, a isenção de IR para pagamentos até R$ 6.000 e, mais recentemente, a permissão para pagamentos em ciclos menores que 6 meses, desde que relacionados a programas de diferentes períodos. São mudanças importantes que ampliam, de forma ainda mais expressiva, a relevância dos programas de PLR.

 

RH NEWS: 4 – Que conselhos você daria para uma empresa que estuda implementar Participação nos Resultados ou a Participação nos Lucros e Resultados?

Marcelino: Programas de PLR, como disse, são incentivos financeiros de curto prazo e, por assim dizer, podem influenciar o comportamento das pessoas e mexer com alguns interesses. Assim, governança corporativa é uma expressão de ordem nesse ambiente. Cada responsabilidade no programa precisa ser claramente definida, evitando-se, entre outras questões, o conflitos de interesse. Vencida essa etapa essencial, os gestores devem pensar na PLR como um dos componentes da remuneração total, estrategicamente posicionado em direção a um alvo de remuneração (target). A combinação remuneração direta e indireta, fixa e variável, de curto e de longo prazo irão, por certo, ampliar as ferramentas de gerenciamento de pessoas. Definidos os alvos de remuneração os gestores podem discutir indicadores, métricas, ciclos, foco, abrangência do programa, processos de definição, acompanhamento e divulgação de metas e dos resultados. Uma boa relação com as entidades sindicais será importante para a homologação do programa e geração das vantagens fiscais envolvidas.

 

RH NEWS: 5 – Em um país com um custo de vida tão alto como o Brasil investir na remuneração é a melhor forma de engajar a manter os talentos? Por quê?

Marcelino: Acredito naquilo que Sandra O´Neal chamou de “total rewards”, abordagem segundo a qual é possível extrair mais dos empregados quando o foco se dá em quatro direções: remuneração direta (salário, premiações, gratificações, participação nos lucros, bonificação e afins), remuneração indireta (assistência médico-hospitalar, sguro de vida em grupo, auxílio alimentação e refeição, previdência privada etc.), aprendizado e desenvolvimento (gestão do desempenho, treinamento, mobilidade e carreiras) e ambiente de trabalho (gestão do clima, endomarketing, entre outras ações). Essa visão integrada é, por certo, mais agregadora de valor do que ações isoladas.

 

RH NEWS: 6 – O que leva uma empresa a ser reticente em implantar PPR ou PLR?

Marcelino: Implantar ou não implantar pode ser igualmente estratégico para determinadas organizações. Diversas são as razões, tanto legais, como operacionais. Cabe aos gestores compreenderem que muitas são as possibilidades no campo da gestão de pessoas, entre as quais as relacionadas aos programas de PLR. Se há vantagens potenciais, por um lado, há aspectos críticos que precisam ser analisados também. Trata-se de um programa que estabelece direitos e deveres de ambas as partes, certo nível de transparência e interesse mútuo em aperfeiçoar continuamente as operações e negócios da organização.

 

Marcelino Tadeu de Assis

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