Quando trabalhamos com a consultoria, as técnicas de coaching nos ajudam a fazer com que as pessoas experimentem novas ideias e usem seu livre arbítrio para aderir ou não a elas. Nesse processo nossa meta não é fazer as atividades das pessoas, mas passar a elas informações e ensinamentos que elas podem decidir usar ou não.

Ensinar novas ideias de maneira que não apenas engajem as pessoas, mas as persuadem a usar seu livre arbítrio para mudar seus resultados e formas de agir. Para levar as pessoas a um lugar melhor, você deve engajar-se com elas e aprender como ensiná-las.

Vamos resumir aqui sete princípios que transformam o compartilhamento de conhecimento:

1: Todos nascemos para aprender, mas alguns podem ter resistências quanto a novos aprendizados. Sua história, abordagem desse novo conhecimento, ego, frustração ou qualquer outra razão pode fazer a pessoa acolher ou rejeitar um novo conhecimento. Entender essa pessoa e suas motivações direcionará a experiência de aprendizado.

2: Você nunca sabe quando o aprendizado ocorrerá. Como Sherlock Holmes disse ao Dr. Watson: “Você vê, mas não o observa”. Estamos cercados de metáforas, exemplos, conversas, observações, interações e experiências que são ricas em material didático. Mas o conhecimento está intimamente ligado a experimentação e internalização. Por isso é imprevisível dizer o momento que o conhecimento é consolidado naquela pessoa. Nós podemos aprender simplesmente vagando e observando por aí.

3: Você aprende conectando. Nós somos seres metafóricos, não literais. Nós aprendemos e nos lembramos melhor quando nos conectamos à vida por meio de parábolas, metáforas, experiências, exemplos e comparações. Uma enxurrada de dados ou fatos na forma de documentos, slides e discursos não nos persuadirá a aprender. Em muitos casos uma história bem contada com uma conexão clara com um desafio ou oportunidade sempre funciona melhor do que um bando de informações.

4: Cada um tem sua maneira de aprender. Entender sobre a VARK (aprendizagem visual, auditiva, assistida por leitura e cinestésica) fará a diferença nesse processo. Sem saber que as pessoas aprendem de forma diferente, muitos presumem que a maneira como aprendem funciona para todos e por isso projetam seu estilo de aprendizado por meio de sua comunicação. Ao aprender como as pessoas aprendem e acomodam vários estilos, você se conecta com mais pessoas de maneira significativa.

5: Conexões vêm através da narrativa, pois antes da palavra escrita, a base de conhecimento de uma sociedade era transmitida através de histórias. Todos nós nos envolvemos com histórias e a prova são os livros, filmes e peças contando essas histórias por ai que atraem muitos espectatores. Assim, aprender a contar ótimas histórias é fundamental para envolver as pessoas que vocêlidera.

6: Aprender é uma experiência emocional e intelectual. Por isso a conexão emocional com o consultor, professor ou pessoa com que está transmitindo esse conhecimento é importante, pois a empatia abre uma porta para a mente. Não abrir a porta emocional significa que a informação, não importa quão bem trabalhada, não causará impacto naquele individuo e nas suas ações.

7: A aprendizagem pode mudar vidas, já que novos conhecimentos mudam as mentes, paixões e almas das pessoas. Ao fazermos novas conexões, de forma ética, podemos mudar vidas, elevar pessoas e impactar organizações. Como consultor temos no ensinar oportunidades maravilhosas de ajudar e guiar as pessoas através das mudanças, para um sucesso mais comprometido e duradouro.

Não adiantar fazer uma consultoria se não houver esse envolvimento para levar a mudança. E essa mudança não for visível e mensurável. Faz sentido para você?


Renata V. Lopes

Renata Valéria Lopes atua há mais de vinte anos na área de Tecnologia da Informação com gerenciamento de projetos e equipes multidisciplinares, em grandes empresas como Grupo Gerdau, Lojas Renner, Hewlett-Packard, Rio2016 e Grupo Guanabara.

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