Antes de sair por aí fazendo o seu site, saiba que a tecnologia deve se adequar ao seu negócio. Portanto partindo do pressuposto de que você tem um plano de negócios e conhece o perfil de cliente que deseja alcançar. Definir o que esse site vai comunicar ao seu cliente e de que forma será parte da estratégia de marketing.

Já tendo atuado na implantação de alguns projetos muito bem-sucedidos em grandes empresas quero te chamar atenção para alguns detalhes.  Muita gente encomenda um site, pois ouve falar da sua importância para os negócios. Mas se ele não for bem definido, será como aquela loja vazia que não atrai ninguém.

Mesmo que você não tenha um e-commerce associado a ele, não se engane, seu site é um vendedor 24 horas do seu negócio. Portanto considere ele como tal e dê atenção a cada detalhe. Pense na estrutura das informações que você deseja ver, que imagens, cores e formas. Em que dispositivos você quer ver o seu site.

Fazendo um adendo aqui, outro dia fui acessar o UOL do meu Tablet que é bem antigo e as imagens já não carregam mais. Por isso quem é seu público? Ele tem equipamentos modernos?

Lembre-se que com a rotina diária intensa a maioria dos acessos hoje são realizados por smartphones ou tablets. Então o site precisa ser responsivo, ou seja, acessível de qualquer dispositivo. Sem ideias ainda, então que tal uma navegada nos sites dos concorrentes, fornecedores e clientes que você conhece? Eles podem te inspirar e ajudar no seu projeto.

Considere a sua marca e as informações que você quer destacar do seu negócio. Só depois dessas definições, comece a pensar no layout do site. Esse é um dos elementos de maior atenção, afinal o layout tem um peso considerável na hora de reter o visitante ou afugentá-lo.

Para te ajudar nessa definição vou te apresentar alguns tipos de sites que vemos por aí:

  • Site/Blog: segue um layout mais profissional em que a página inicial é mais estruturada e tem um link para o blog. Nele encontramos uma apresentação da empresa, geralmente, nas páginas “Quem Somos”, “História”, “Sobre”, etc., seguido da apresentação do portfólio com seus produtos e serviços, formulário de contato e um blog.

A partir dessa estrutura primária de menu, é possível incluir outras com mais informações da empresa e produtos, por exemplo. Desenhe todos esses níveis que você imagina no seu negócio antes de orçar. Os desenvolvedores cobram por volume de páginas. Muita atenção a isso!

  • e-Commerce ou Lojas Virtuais:  para quem tem um negócio com produtos que possam ser vendidos ou comprados online, esse é o melhor site para você. Nada te impede de ter todo o modelo tradicional, mas as plataformas de e-commerce trabalham de maneira diferente (mas isso é papo para um outro post). O e-commerce é uma excelente opção para quem deseja iniciar ou expandir o seu negócio de varejo.

Então é questão como falei acima do que você quer comunicar ao seu cliente e da sua estratégia de marketing.  Serviços também podem ser vendidos online para facilitar aos clientes emitirem as ordens de compra e serem prestados presencialmente.

  • Mini Site ou Site de Uma Página (One Page): Cada um chama de um jeito, mas os sites de uma página que trazem informações concisas sobre o seu negócio são um hit da internet. Além de terem todos os dados na primeira página, o que os mais jovens amam, possuem um layout mais arrojado e em geral são responsivos.
    Muitos desses modelos de sites são criados para eventos temporários ou lançamentos. Vale a pena quando se está construindo um projeto novo de produto ou serviço.

Sempre recomendo aos meus clientes que capturem imagens dos sites, ou de partes dele para anexarem ao briefing que fazemos antes de desenvolver. Isso ajuda muito ao cliente e a nossa equipe na hora de montar o protótipo do site. Quando temos o wireframe definidos, podemos nos dedicar a escolha da melhor plataforma.

O mercado oferece diversas opções e as informações acima é que vão direcionar qual a opção que se encaixa no seu planejamento e orçamento. As plataformas mais conhecidas e que tive/tenho o privilégio de trabalhar, são:

  1. WordPress – a mais conhecida de todas as plataformas, com muitos layouts e elementos desenvolvidos para personalização. Recomendo por ter um custo de desenvolvimento e customização baixo, na versão premium. Além da facilidade na gestão do SEO (Search Engine Optimization, que significa “otimização para mecanismos de busca”), o que coloca você em destaque nos buscadores.
  2. Joomla – plataforma igualmente poderosa. Tem uma comunidade ativa na troca de informações e códigos para enriquecer qualquer site. Suporta programação avançada em PHP e MySQL, o que faz com que muitas lojas virtuais utilizem essa plataforma. Plataforma Open Source, que requer conhecimentos avançados de informática.
  3. WIX – Imagine criar um site na base do arrastar e largar, pois é esse o conceito do WIX. Ele é extremamente acessível ao usuário criar páginas, galerias, colunas de texto e inserir imagens e vídeos. Com vários layouts para todos os tipos de negócios. A versão paga é mais cara do que o WordPress.

Então chegamos na definição de onde hospedar o site, investir numa estrutura interna ou partir para um contrato de serviço de hospedagem externo. Se optou por hospedagem externa que reduz o custo total operacional com tecnologia, pesquise sobre algumas opções bem interessantes como: Go Daddy, UOLHost, Amazon, etc.

Parece simples comprar um site, mas se não for planejado, ele vai ser como aquele vendedor que não capta negócios. Um bom desenvolvimento do site começa com um bom diagnóstico por parte da equipe de análise, então fique atento. Agora é começar!


Renata V. Lopes

Atua há mais de 25 anos na área de Tecnologia da Informação com gerenciamento de projetos e equipes multidisciplinares, em grandes empresas como Grupo Gerdau, Lojas Renner, Hewlett-Packard, Rio2016 e Grupo Guanabara. Master coach, leitora compulsiva, blogueira, apaixonada por redes sociais e estudante em constante desenvolvimento, acredita na cooperação, colaboração e compartilhamento do conhecimento como forma de aprendizado.

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